Harry Potter – o fim da saga
Agosto 27, 2007
Terminei de ler nesse final de semana o último episódio da série Harry Potter. E não tenho vergonha nenhuma de dizer que gostei muito, muito mesmo. Não é uma obra literária revolucionária, mas tem muitas e enormes qualidades. J.K. Rowling conseguiu criar uma fábula maravilhosa, comparável a outros sucessos como Guerra nas Estrelas e O Senhor dos Anéis. E com a incrível vantagem de estar ancorada no público infantil.
Harry Potter é um herói, mas antes de tudo é humano. Sente dor, fome, raiva, e é capaz de agir com enorme mesquinharia. Magoa os amigos, e às vezes se deixa levar pelo egoísmo e pelo orgulho. Eu não consigo me lembrar de outro personagem que tenha mostrado às crianças que heroísmo não é perfeição. Que perfeição não existe, e que o verdadeiro herói é aquele que sabe reconhecer e superar suas limitações e defeitos.
A rigor, não existe nenhum elemento novo na história do bruxo. Todos os arquétipos junguianos estão presentes: o herói, o vilão, o mentor, o arauto; bem como estão presentes os valores mais básicos da humanidade como amor, lealdade, respeito e amizade. E justamente por isso é universal: qualquer pessoa, de qualquer cultura, criança ou adulto, entende o conflito do herói e se envolve com a história. E por alguns dias, vive a emoção de ser um bruxo.
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