TOP 10 – Shows que eu assisti

abril 17, 2007 at 6:55 pm Deixe um comentário

Até bem pouco tempo atrás, eu guardava os ingressos de todos os shows que eu já havia assistido, desde o primeiro, dos Ramones, em 1992 no Olympia (SP). Acabei jogando tudo fora ano passado, então fica difícil fazer uma lista completa.

Mas só para uma base: GN’R, Paul McCartney, Black Sabbath, Kiss, Suicidal Tendencies, Megadeth, Slayer, Ozzy, Alice Cooper, Dream Theater, Yes, Steve Vai, Satriani, Malmsteen, Black Crowes, Urge Overkill, Scorpions, Dio, Iron Maiden, Red Hot Chilli Peppers, Bruce Dickinson, Slash’s Snakepit, Rush, Glenn Hughes, Rolling Stones, Manowar, Saxon, Savatage, Whitesnake, Deep Purple, Page & Plant, Ramones, Little Richard, Bon Jovi.

E os nacionais: Barão Vermelho, Titãs, Paralamas, Golpe de Estado, Angra, Dr. Sin, Patrulha do Espaço, Pato Fu, Charlie Brown Jr., Raimundos, Viper, Toquinho, Maria Bethania, Gal Costa, Sérgio Dias, Almir Sater, Lobão, Jorge Benjor, Irineu Marinho, Ultraje a Rigor, Banda Cara de Pau, João Bosco, MPB 4.

Desses todos, preparei uma lista com os 10 melhores. São 9 rankeados, além do show dos Ramones, hours-concours.

Vamos aos escolhidos:

9 – Glenn Hughes – The way it is Tour – Tom Brasil (SP) – 25/11/1999

gh.jpg

O Tom Brasil é a melhor casa de shows de São Paulo, comportando no máximo 2.000 pessoas. Pra essa turnê Glenn Hughes trouxe uma banda competente, e o que é importante, tocou baixo em todas as músicas. O repertório teve o grosso do disco “The way it is” (o melhor de sua carreira solo), muito Deep Purple (Burn, Might Just take your life, You keep on moving) e um pouco de Trapeze (Coast to Coast).

8 – Ronnie James Dio – Magica Tour – Colônia (ALE) – 01/06/2000

dio.jpgEu estava em Colônia a trabalho, descobri por acaso que Dio estaria tocando lá e resolvi assistir o show. O show em si não foi nada de especial. Assisti a outra apresentação da mesma turnê um ou dois anos depois em São Paulo, e não me empolguei. A grande diferença foi o ambiente. O público alemão é educado ao extremo, então eu consegui assistir o show colado no palco, sem ser empurrado em nenhum momento. Ao meu lado, um menino que não passava dos 10 anos. Dá pra imaginar isso aqui? Não é todo dia que uma lenda do rock canta a um metro de distância.

7 – Sérgio Dias – Estação da Luz – TUCA (SP) – 8/12/2001

sergio_dias.jpgDepois de um longo período morando fora do país, Sérgio Dias voltou para o Brasil, gravou um disco quase todo em português, e fez dois shows no teatro da PUC. Umas seis músicas do disco “Estação da Luz”, e umas dez do repertório dos Mutantes. Arranjos reproduzidos nos mínimos detalhes, e a vocalista Esméria cantando perfeitamenteos trechos de Rita Lee. Da metade pro fim, já estava sentado sobre o palco, a meio metro do maior guitarrista da história da música brasileira, e um dos maiores e mais revolucionários criadores que nossa cultura produziu.

6 – Angra – Freedom Call Tour – Palace (SP) – 11/12/1996

angra.jpgApós a turnê Holy Live, o Angra voltou ao Brasil e lançou discretamente o EP Freedom Call. O show foi numa quarta-feira, num Palace meio vazio. Culpa da chuva torrencial e da final do Campeonato Brasileiro entre Lusa e Grêmio, que deixaram o trânsito da cidade caótico. A banda estava afiadíssima, resultado da turnê anterior, recém concluída. Foi ali o ápice do Angra em sua formação original. Dali pra frente, foi ladeira abaixo.

5 – Rush – Vapor Trails Tour – Morumbi (SP) – 22/11/2002

rush.jpgTá, eu sei que foi no Morumbi, num dia chuvoso, na turnê de um disco ruim. Mas mesmo assim foi um showzaço, com direito a diversos clássicos entre uma ou outra música pentelha. E é muito difícil ver 3 músicos sobre o mesmo palco com tamanha competência e domínio não só do instrumento, mas do palco em si. Teve YYZ, La Villa Strangiato, Working Man, Tom Sawyer, Roll the Bones, The Trees, By-thor and the snow dog, e mais um monte.

4 – Slash’s Snakepit – It’s Five O’clock Somewhere Tour – Olympia (SP) – Julho/1995

slash.jpgNessa época o GN’R estava de férias, e praticamente todo o material composto por Slash e recusado por Axl foi usado no disco “It’s five o’clock somewhere” do Slash’s Snakepit. É hard rock riffeiro da melhor qualidade, com o toque de guitarra blueseira tão característico de Slash. Aconteceu num Olympia vazio, com menos de 2.000 pessoas, mas que estavam lá para o show de suas vidas. Era uma chance inédita e que dificilmente se repetiria: ver de perto o guitarrista mais emblemático da geração do hard rock 85-95.

3 – Paul McCartney – New World Tour – Pacaembu (SP) – 03/12/1993

paul.jpgNão há muito o que dizer. É o maior compositor ainda vivo, criador dos maiores hits dos tempos modernos, o homem que fez parte da maior revolução musical da história. Só não é primeiro porque foi show de estádio, onde o som nunca é perfeito, você está sempre longe, e a experiência é distorcida por vendedores de picolé e amendoim. Curiosidade: antes do último bis (Hey Jude), as luzes do Pacaembu foram acesas. Muita gente já tinha saído quando as luzes foram apagadas novamente e Paul voltou ao palco. Foi aquela correria do pessoal voltando pre cantar “Na Na Na Na, Hey Jude”

2 – Steve Vai – Fire Garden Tour – Olympia (SP) – 10/03/1997

vai.jpgFoi a turnê do melhor disco do guitarrista. Ele construiu um repertório à perfeição, e trouxe a melhor banda que já o acompanhou, com Mike Mangini na bateria (a melhor perfomance baterística que eu já assisti), Phillip Bynoe no baixo e o fantástico Mike Keneally na guitarra e teclados. A banda era fantástica não apenas tecnicamente, mas também no carisma. Foi a única vez que eu sai de um show e comprei ingresso para voltar no dia seguinte.

1 – Velvet Revolver – Re-Evolution Tour – Citibank Hall (RJ) – 13/04/2007

vr.jpgTalvez esteja no primeiro lugar apenas pela proximidade, o tempo há de dizer se minha impressão atual é justa. Mas eu nunca saí de um show com tamanha sensação de alegria e de satisfação como na sexta passada.

Pra quem esteve no show do Snakepit em 1995, era uma nova chance de ver Slash de perto. Muita gente, como eu, saiu de São Paulo pra ver o show do Rio, num lugar menor, com som melhor e o show completo. Eram umas 3.500, 4.000 pessoas, e eu nunca vi um show onde o público agitasse tanto, cantasse todas as músicas e pulasse sem parar. Slash, Duff, Matt e Dave fazem o que deles se espera. A surpresa ficou por conta de Scott Weiland, que domina o palco e o público.

Muita besteira se falou a respeito de Scott por causa do vício, mas ele demonstra no palco que a luta contra o álcool e a heroína não está perdida.

Hours concours: Ramones – Mondo Bizarro Tour – Olympia (SP) – 22/09/1992

ramones.jpgFoi meu primeiro show. Eu tinha 14 anos, dois a menos que a idade mínima. Comprei ingressos de mesa com medo de apanhar dos punks na pista. Cheguei cedo ao Olympia, mas parei logo no primeiro funcionário que pediu meu RG. Mais de uma hora, muito xaveco e uns 15.000 cruzeiros depois consegui passar pelo primeiro checkpoint, para então parar no segundo. Mas o segundo funcionário foi mais complacente e permitiu que eu subisse ao mesanino. Como primeiro show, com direito a suborno e tudo, de uma banda cujos principais membros já estão mortos, fica no topo da lista, mas fora da competição.

***

Taí, o TOP 10 melhores shows podia virar meme. Eu não tenho envergadura moral bloguística pra começar uma coisa dessas, mas quem sabe?

Entry filed under: Música. Tags: .

26 Hs – Velvet Revolver no relógio Virginia Tech – uma pergunta

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds


%d blogueiros gostam disto: