A discussão da meia-entrada

abril 23, 2007 at 5:25 pm 23 comentários

Essa semana pipocaram matérias (G1, Terra) e blogagens (Soninha, Alex, Ricardo, Cinema com Rapadura, Daniel, Bonequinho Cego, Ricardo Cobra, André Kenji) sobre a meia-entrada. Alguns contra, outros a favor. Aproveito para republicar um post de fevereiro, com algumas atualizações.

***

Você conhece a lei da meia-entrada. É aquela que garante aos estudantes o direito a 50% de desconto em eventos culturais e esportivos. Cinema, teatro, shows, circo, zoológico, jogos de futebol, museus, exposições, tudo pela metade do preço.

“Ah, mas é justo. Estudante tem que ter o acesso à cultura facilitado.”

Também acho. Mas quem propicia esse acesso facilitado à cultura é o governo (municipal, estadual ou federal), certo?

Errado. O governo brasileiro, como de costume, dá esmola com o dinheiro dos outros. O promotor do espetáculo, que é obrigado por lei a conceder 50% de desconto, não tem contrapartida alguma. Isenção de impostos? Não. Benefício fiscal? Nada. Indenização em dinheiro? De jeito nenhum.

Cada vez que um estudante apresenta a carteirinha e paga meia, quem banca a outra metade é o promotor do espetáculo. Ele entrega o produto por inteiro e só recebe metade do ingresso.

“Ah, mas o lucro deles é enorme! Que diferença faz pro cinema se eu pago R$ 15 ou R$ 7,50?”

Toda a diferença. Basta conhecer um pouco de matemática para entender.

Suponhamos que a produção de um show tenha um custo total de 100 mil reais, entre cachê, aluguel do espaço, equipamentos de som e luz, segurança, bilheteria, etc. Suponhamos que o promotor queira um retorno de 20% do capital investido. Temos aí que o faturamento do show tem que ser de 120 mil reais.

Supondo ainda que a casa tenha capacidade para 2 mil pessoas, e que todos os ingressos serão vendidos, o preço unitário do ingresso deveria ser de 60 reais. Certo?

“Viu? Eles que são gananciosos, querem ganhar muito e cobram mais de 100 reais no ingresso de um show!”

Errado, porque com ingressos a 60 reais, os estudantes pagariam apenas 30. Se 60% do público for de estudantes, a arrecadação total do show seria de 84 mil reais, o que não cobre o custo do promotor.

O que se faz então? Simples, dobra-se o valor do ingresso. O show que custaria 60 reais para todos se não existisse a meia-entrada, vai custar 60 para os portadores de carteirinha e 120 para os não-portadores. E quem foi que pagou meia no final das contas? Ninguém.

“Ah-rá! Te peguei. De acordo com as suas contas, então o promotor do show vai faturar 168 mil reais, ganhando bem mais que 20%! Viu, eles que são gananciosos!”

E os riscos do produtor? E se ao invés de casa lotada, apenas metade dos ingressos for vendida? E se forem 70% de estudantes ao invés de 60%? E se o lucro realmente for de 68%? É errado visar o lucro no Brasil? Capitalismo ainda é palavrão?

A situação já seria feia se apenas estudantes portassem a carteira de estudante. Mas é de conhecimento geral que não há nada mais fácil que conseguir uma mesmo sem nunca ter colocado a bunda numa cadeira de escola. Eu conheço um cara que tem uma carteirinha de estudante do curso de arqueologia. Você conhece algum curso superior de arqueologia no Brasil? Pois existem carteirinhas de estudantes de arqueologia.

“Mas se o preço fosse justo, não ia ter tanta falsificação. As pessoas só falsificam porque cultura é muito caro.”

Ou será que cultura é muito caro porque existe falsificação de carteirinha? As pessoas falsificam o documento de estudante para obter uma vantagem: pagar metade.

Quem estuda em faculdade particular, pagando em torno de mil reais de mensalidade, tem direito a desconto. E alunos de pós-graduação, já formados, empregados, quem gastam 20 mil reais por ano em um MBA, também têm direito a desconto de 50%.

São esses os cidadãos que precisam tanto de acesso facilitado à cultura?

“Então você quer o quê? Acabar com a meia-entrada?”

O que eu penso? Sou contra o desconto pra estudante. Se o governo acha que deve disseminar a cultura entre os jovens, ele que ponha as secretarias pra trabalhar. Cinema de graça em centros culturais, shows gratuitos em escolas públicas, tudo com verba própria. Quem quiser assistir Homem-aranha 3 ou ver o show do Evanescence, que pague o ingresso. Inteiro.

E, por favor, eu gostaria de ler comentários inteligentes. Quem disser, por exemplo, que eu sou contra a cultura, ganha o direito de ser ridicularizado em postagens futuras. Assim como aqueles que argumentarem com o objetivo único de defender o próprio direito.

Entry filed under: Cinema, Geral, Política. Tags: .

Cho Seung-Hui não é Oh Dae-Su Protestando do jeito errado

23 Comentários Add your own

  • 1. Cobra  |  abril 24, 2007 às 2:34 am

    Putz…é bom saber que não estamos sozinhos. Já fui xingado de tudo que é palavrão no blog.

    excelente texto.

    Responder
  • 2. Andrada  |  abril 24, 2007 às 9:20 am

    É incrível a capacidade das pessoas se revoltarem ao perder um benefício qualquer, mesmo que absurdamente injusto.

    Obrigado pela visita e pelo elogio.

    Responder
  • 3. Naiani  |  abril 28, 2007 às 2:05 pm

    Muito bom!!!
    Meu pai e promotor de evento e eu sei exatamente o que significa isso!!! Pessoas criticando o valor cobrado, causando tumulto na portaria para pagar meia-entrada face a vigencia da Lei que regula a meia-entrada, etc.
    Uma frase que amolda-se como uma luva para o Governo neste caso e a popular “Fazer continencia com o chapeu dos outros”, ou sendo mais sarcaz o famoso gozar com o p… alhieio”.

    Responder
  • 4. booba´s  |  abril 30, 2007 às 12:50 pm

    bom , só queria deixar registrado que finalmente vi que não sou a única que pensa que a meia entrada poderia tirar uma férias permanentes aqui do brasil.
    Imagina só o ridículo das manifestações estudantis acerca do aumento da passagem dos ônibus (metrô e trens) sendo que são as passagens deles que conduzem as tarifas lá pra cima. Eu penso que se todos pagassem inteira, talvez pagássemos no máximo um real de passagem…
    Sem esquecer que, como vc mencionou, eu mesma conheço uns 15 caras que não estudam, mas que têm suas carteirinhas de estudante à mão na porta de um cinema…

    obs.: muito bom o site, parabéns.

    Responder
  • 5. Andrada  |  abril 30, 2007 às 4:45 pm

    Naiane e Boobas,

    Obrigado pela visita e pelos comentários, é ótimo perceber que existe mais gente que percebe o engodo da meia-entrada.

    Um abraço!

    Responder
  • 6. Lika  |  maio 2, 2007 às 7:17 pm

    Ótimo texto! Deveria ser lido por todos que incentivam esse engôdo chamado “meia-entrada”. Essa lei, entre tantas outras, não passa de uma estratégia para ludibriar um povo que adora ser iludido. Criar uma lei que obriga um empresário a financiar uma iniciativa que deveria ser financiada exclusivamente por quem a criou é, no mínimo, muita cara de pau.

    É bastante louvável uma iniciativa que prevê “cultura para todos”, mas essa “caridade cultural” nem fundamento real tem, pois até onde sei cultura e entretenimento são coisas completamente distintas; não fosse assim, as novelas deveriam ser consideradas verdadeiras obras-primas da literatura e a Globo um pólo cultural. Quando adolescente, me lembro de ter participado de uma excursão ao cinema (pagando meia-entrada) para assistir Macunaíma com os colegas da minha classe. A excursão tinha, de fato, teor cultural e virou tema de um trabalho da escola.

    Certo e errado não é uma questão do que é benéfico ou não a um indivíduo. Apoiar a meia-entrada é apoiar o que está errado, ainda que isso pareça contraditório. O dia em que o governo realmente fizer algum investimento em prol da cultura no Brasil, aí sim, poderá colher seus louros.

    Responder
  • 7. Danilo  |  maio 5, 2007 às 4:46 pm

    Também concordo que a função social da lei não está sendo eficaz.
    Não sou a favor dessa lei, mesmo sendo estudante.

    Como também não sou a favor de muitas outras leis que, por força do governo, sou obrigado a cumprir.

    O que me irrita é o fato de saber que a simples discordância de uma lei pode significar para muitos a possibilidade de descumprimento da mesma.

    Responder
  • 8. elayne  |  maio 17, 2007 às 9:52 pm

    gostaria q me informassem mais sobre essa lei, se possivel q me enviassem por e-mail qual é essa lei e seu conteúdo. muito boa a discussão…

    Responder
  • 9. Frederico  |  maio 29, 2007 às 8:52 am

    Essa lei da meia entrada é uma politicagem de governos pra se fazer e passar de bons mocinhos… País de politica de interesses de campanhas futuras… Estão defendedo os estudandes!!! que vergonha… pessoas pagando por interesse de politicos e muitos estudantes achando isso uma maravilha…que falta de cultura…ser benificiado por uma lei de politicagem…barata e sem vengonha…

    Responder
  • 10. Marcos Araguaia  |  janeiro 18, 2008 às 6:21 pm

    Discussão boa, mas parece que as coisas estão se invertendo. Não me parece que os estudantes são algozes de empresários. Não concordo que a socialização da produção cultural humana deva ser de acesso restrito. Pois nenhum, digo, nenhum conhecimento ou produção intelectual (técnica-científica,cultural) seja obra prima de uma única pessoa como as novelas, livros, internet, filmes, teatros, etc. Tudo é retirado da realidade concreta das pessoas, do mundo. Assim, acho que os negros, as mulheres, os jovens, os estudantes, trabalhadores, os indios etc. todos têm direito a uma parte no lucro dos empresários, de qualque área do conhecimento e da prática humana, pois nenhuma ou a maioria dessas produções são inspiradas na realidade concreta desses sejeitos. Ou seja, os sujeitos fornecem suas realidades, relações, produções, enfim sua cultura, produzida e reproduzida, digamos, em cinemas, novelas… para que alguém lucre, gananciosamente, sem querer retorno que seja para esses sujeitos?
    Gostaria de dizer aos que se colocam contrários a meia entrada no cinema, casas de shows…que quanto mais a gente protege o capital, mas difícil fica de mantê-lo e reproduzí-lo de forma segura, pois, amanhã, os jovens de hoje para os quais estamos nos opondo a contribuir com a sua formação cidadã (incluindo, cultural) poderão ser os que nos ceifarão a vida, violentarão nossos lares, nossos, filhos, levarão nosso capital maior: a vida. Reflitam. Meia meia entrada resguarda o cidaão, o capital cultural e a vida. Quanto aos governos e impostos, não desejo nem comentar, apensas dizer que precisamos sempre estar mudando para ver se chegamos a uma sociedade em que prevaleça a vida humana, não as coisas. Pra isso é necessário o acesso a todo o conhecimento humano pelos humanos, incluindo os jovens. Obrigado.

    Responder
    • 11. eder  |  setembro 13, 2011 às 8:03 pm

      Ae galera, vi alguns comentarios, o comentario da patricia “oque ele deve ganhar em um evento eu nao ganho em um ano de serviço ” porque vc não faz o evento então? vc sabe a dor de cabeça que é fazer um evento, lucro ira ter se sair td certinho, mas se der zebra é prejuizo, o que a pessoa do blog quer abrir os olhos
      é que o ingresso sem a carterinha meia entrada… seria o preço normal, e nao esse absurdo que é em todos os lugares!!! porque eu tenho uma boate, cobrava 20 reais, mas eh tanto estudante folgado que quer pagar de playboy, que eu aumentei pra 40,00, só assim pra ganhar dindin

      faloW!!

      Responder
  • 12. Andrada  |  janeiro 21, 2008 às 10:06 am

    Marcos,

    Esse papo de “socialização da produção cultural bla bla” não passa de bla bla, discurso pasteurizado. O que quer dizer efetivamente? Que se eu escrevo um romance sobre a vida de um carroceiro, todos os carroceiros são “donos” da obra? E se tiver um policial que bate no carroceiro, todos os policiais também passam a ser sócios do livro?

    Todos os negros, jovens, mulheres, trabalhadores, índios, etc, têm direito a dividir o lucro dos empresários? Isso nem Karl Marx previu. Uma sociedade onde os empresários investem e produzem “capitalisticamente” para dividir o lucro com toda a população, “socialisticamente”.

    Outra questão: quer dizer que um jovem que não possa pagar meia-entrada pra ver o Homem-Aranha vai se tornar um assassino por causa disso?

    Vivemos em uma sociedade livre. Todos que desejam contribuir para que prevaleça a vida humana podem juntar seu capital e sua força e produzir conteúdo cultural de livre acesso para toda a população. O que não pode é obrigar que se faça isso com o dinheiro dos outros.

    Ainda que tenhamos visões opostas, agradeço por seu comentário, pois é só com discussão que se chega a um mundo melhor.

    Responder
  • 13. Fernando  |  maio 15, 2008 às 12:08 pm

    Muito bonito. Mas duvido que os promotores baixariam os preços se a meia entrada deixasse de existir.
    Concordo que 50 % é um valor muito alto pra ser arcado totalmente pelo promotor. Deveriam criar mecanismos mais justos e menos paliativos pra termos acesso à cultura.
    Isenção de impostos pra quem desse descontos seria uma boa.
    Mas o estudante deve sim ter acesso à cultura facilitado, é bom pra sua formação ( não podemos entrar na discussão do que é boa cultura).

    Responder
  • 14. Zénergético  |  agosto 19, 2008 às 4:39 pm

    Cara, fiquei contente em ver que não sou só eu que penso assim!
    Só fico trise por ter lido essa matéria só agora.

    Eu vou além do que vc disse. Acho que a meia-entrada seria para auxiliar na formação da pessoa.

    Como assim?

    Assistir um filme é algo que soma na cultura da pessoa, mas todo filme soma? Ver um bom show de música tambem soma, mas todo show soma?

    A Múmia e um show do CRÉU são considerados eventos culturais (ok podem falar que estou sendo preconceituoso, mas não me chamem de hipocrita)

    Não acho que todos os eventos deveriam ter descontos, gostaria de saber se boas peças de teatros tem grande número de meias??

    Responder
  • 15. Daniel G.R  |  dezembro 3, 2008 às 11:19 am

    O tema é polêmico, mas, lendo o texto e todos os comentários que se seguiram chego a conclusão que somos todos alienados. Sejam os a favor ou contra a meia-entrada. Uns se dizem injustiçados por serem produtores de eventos e pagarem ou terem seus lucros reduzidos por conta de não haver um limite dos ingressos beneficados pela lei. Outros, porque tão pagando passagem de ônibus, por causa do passe estudantil. Pior ainda são as instituições estudantis que ganham milhões de reais por ano (as oficiais) e não ficalizam estas entidades de fachada, o que com certeza prejudica os “empresários culturais”. Mas, acredito que a discussão deveria ser de como deveria ser lei (que não exite em âmbto nacional). Infelizmente, vivemos em pais de 180 milhões de habitante, onde no máximo 3% da população teve ter acesso a cultura (e aqui englobo tudo) e mesmo assim não conseguimos ter uma discussão onde não olhamos para o nosso próprio umbigo.

    Responder
  • 16. Marcos  |  abril 14, 2009 às 5:55 pm

    O artigo é antigo, mas ainda assim vou comentar…

    “Muito bonito. Mas duvido que os promotores baixariam os preços se a meia entrada deixasse de existir.” [2]

    E outra…se você acha que aqueles que pagam mil reais de mensalidade de uma faculdade podem sair pagando ingresso inteiro, ledo engano. Primeiro, quem paga na maior parte dos casos são os pais…estudante, em sua maioria, vive de mesada, pequenos trabalhos ou estágios remunerados (raros). Eu, por exemplo, vivo de mesada e meu estágio não é remunerado.

    Então, excluindo os muito ricos, a maioria não tem grana suficiente para bancar esses programas culturais. Além disso, muitos amigos meus pagam com dificuldade a faculdade, vivem de empréstimos ou são bolsistas. A carteirinha de estudante permitem assim que participemos de todos os eventos culturais, podendo pagar por isso.

    Responder
  • 17. Andrada  |  abril 20, 2009 às 6:41 pm

    Marcos, se seus pais pagam a faculdade e ainda te dão mesada, larga a mão de reclamar de barriga cheia! É pra isso que serve a mesada.

    Eu queria ouvir um argumento melhor que “eu acho caro e quero pagar meia”. Eu também gostaria de pagar mais barato, e não sou dono do Cinemark, apesar do que pensam alguns comentaristas.

    Então, como o post é muito antigo mas ainda tem gente caindo aqui, reformulo: Por que você acha que é justo o seu direito de pagar meia entrada, ou invertendo, por que você acha que é justo o cinema/teatro/promotor receber apenas meio ingresso?

    Responder
  • 18. Patriica  |  junho 16, 2009 às 5:06 pm

    Acho vcs td um bando de filhinhos de papai… Pagar meia é nosso direito alem do mais que jamais seu pai vai diminuir os ingressos se nao existisse meia entrada,e alem do mais o por mais que exista meia entrada o lucro dele é bastante alto, so oque ele deve ganhar em um evento eu nao ganho em um ano de serviço e nem por isso passo necessidades entao para de reclamar de barriga cheias seus bando de olhos gordo.

    Responder
  • 19. Vitor  |  julho 12, 2009 às 9:03 pm

    Mesmo da postagem ser antiga, precisa sim de uma lei como maior fiscalização e certa parte de responsabilidade do governo, como também uma carteirinha de identificação única no estado ou país, você que não concorda com a forma da lei, pode me esclarecer melhor em caso de erro meu nesse comentário, mas gosto de entende os dois lados, eu sou estudante bolsista e não tenho condissões de pagar alguns tipos de shows, mas também não concordo com a forma que é feito esse tipo de entrada, porém pensemos em caso de extinsão dessa lei, muitos produtores ainda aproveitaria do preço. Então só quero um melhor esclarecimento no que você acha que deva ser feito para melhorar e não abolir!

    Responder
  • 20. kirk  |  novembro 8, 2010 às 2:58 pm

    Ta descontente com a lei??? pede pra sair, vai fazer outra coisa ou tente alguma forma de negociar com a lei.

    Responder
  • 21. kirk  |  novembro 8, 2010 às 2:59 pm

    Faça seus calculas, se vire e encontre uma forma de lucrar com a meia.

    Responder
  • 22. Rhayza  |  outubro 17, 2011 às 10:49 am

    Pedi pra pagar metade por uma estadia em um hospital particular ninguém quer né! sendo que saúde também é obrigação do governo mas como eles teriam que arcar com os custos acham mais fácil fazer empresários pagarem por uma coisa que eles deveriam conceder. Sou estudante, bolsista e mesmo assim não concordo com a meia a não ser que seja para um real acesso a cultura também não concordo com produtoras tendo que diminuir seus lucros, se o que eles ganham em um show é mais do que a maioria ganha em um ano saiba que não é nada fácil produzir um evento fora o risco e o dinheiro que se pode perder o que com toda certeza ninguém para pra pensar é o famoso ” pimenta nos olhos dos outros é refresco…”. Cada um tem um emprego, negócio e principalmente uma forma de sustento então parem de ficar culpando produtoras e comecem a obrigar as prefeituras e o Estado a fazerem bons shows gratuitos, a exibirem bons filmes com 100% off isso seria bem mais justo e as protutoras não teriam nada a ver com obrigações governamentais.

    PS: adorei o artigo.

    Responder
  • 23. Marcelo  |  abril 20, 2012 às 3:21 am

    O unico problema nesse seu artigo é: mesmo que a lei da meia acabasse, os promotores nao abaixariam os preços pq agora podem lucrar normalmente, eles deixariam no mesmo valor, assim poderam lucrar muuuuito mais, e a desculpa seria: para recuperar tudo que perdi antes com a lei…infelizmente vivemos em uma sociedade em que o dinheiro é tão importante quanto a vida, que busca assim qualquer chance de lucro. =/

    Responder

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Feeds


%d blogueiros gostam disto: