Passeando a trabalho – da companhia de viagem

maio 8, 2007 at 3:33 pm 1 comentário

Viajar é um programa delicioso de se fazer sozinho, e melhor ainda de se fazer com a companhia adequada. Caminhar sozinho sob a torre Eiffel é ótimo, mas caminhar sob a mesma torre com uma pessoa especial ao lado é incomparavelmente melhor.

Esse é – na minha opinião – o pior aspecto de passear a trabalho. Na melhor das hipóteses você está sozinho; na média, está com o gerente mala; na pior, com o filho do chefe. Se for uma viagem de feira ou congresso, você vai dividir o quarto do hotel com o filho do chefe e o lobby e o restaurante com seus concorrentes.

Durante minhas viagens de trabalho vivi experiências boas e ruins. Por idéia do meu chefe, fomos de trem de Colônia a Munique, apenas para visitar o Deutsches Museum. E valeu a pena. Uma semana depois, atravessei a Abbey Road, em Londres – meu chefe parado no meio das duas pistas pra fotografar.

Por outro lado, já dirigi mais de 50 milhas no sul dos EUA para levar a filha do chefe a um shopping center. Já perdi um dia inteiro em Miami rodando todos os shoppings atrás de uma encomenda que a filha do chefe fazia questão de comprar. Menos mal que era Miami, onde eu já tinha estado umas 5 ou 6 vezes.

Minha opinião: se sua companhia não topar o mesmo programa que você, saia sozinho. Não tenha vergonha de deixar bem claro que você prefere caminhar a esmo pela cidade ao invés de ir ao shopping center. Torça para que seu acompanhante goste de deitar cedo – seis da tarde, por exemplo – para que você tenha todo o tempo do mundo para passear.

Em uma viagem de passeio com um amigo, namorado ou esposo, você pode até se dar ao luxo de perder um tempo em um programa que não te agrade completamente, só para deixar a outra pessoa feliz. Viajando a trabalho, simplesmente não dá tempo. Se você só tem uma tarde de sábado e o domingo pra conhecer Pequim, todo minuto dentro do shopping é um minuto a menos na Cidade Proibida. Cada segundo perdido ao se experimentar um tênis, é um segundo a menos na muralha da China.

Algumas das minhas melhores experiências de passeio a trabalho foram solitárias. Caminhar pelo parque de Osaka, e chegar 5 minutos após o horário de fechamento do castelo de Osaka. Me perder na estação central de Tóquio. Ficar horas fuçando as prateleiras da Biblioteca de Música de Londres (detalhe: há uma seção só para crianças).

Em uma viagem de negócios, cada segundo de tempo livre é precioso. Portanto, se sua companhia de viagem atrapalhar seus planos, não pense duas vezes: livre-se dela!

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1 Comentário Add your own

  • 1. Rodrigo Leme  |  maio 8, 2007 às 5:40 pm

    Mas é um anti-social mesmo..ainda mais q sua companhia nessas viagens ao shopping era tããããããããão interessante…pra q ver a muralha da China se vc está com uma porta?😀

    Responder

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